Para pensar sobre a maneira com que um indivíduo
adquire a habilidade de aprender uma determinada habilidade, ou, até mesmo, uma
língua, podendo esta ser materna, ou não, devemos refletir como esse processo se
dá, e nada melhor que enxergá-lo sob o prisma das próprias experiências referente
a esse assunto.
Todo
o meu percurso escolar é caracterizado por ter se passado em instituições
públicas, desde a pré-escola até a formação no Ensino Médio. Eu não tive uma
experiência muito completa, que me possibilitasse, por exemplo, um aprendizado
do idioma estrangeiro de maneira satisfatória.
Sempre fui um aluno interessado, eu tinha fome por aprender e, motivado por essa busca, sempre ultrapassava a linha do aprendizado proposto
pelo professor, em relação à turma. Em virtude dos meus passos serem largos nas
aulas, o meu ritmo tornou-se desproporcional, diante dos colegas de classe e,
até mesmo, diante de alguns professores. A partir de então, em pouco tempo, me
tornei mais um aluno desinteressado no sistema de educação pública, pois a
minha caminhada, sozinho, fez o percurso se tornar chato. “O
único lugar onde o êxito chega antes do trabalho é no dicionário”. (Vidal
Sassoon)
Percebo que não tive muitas experiências
interessantes no que se refere ao Inglês.
Desde as minhas histórias mais primordiais até,
"as ditas", mais avançadas, não pude notar muita evolução, devido a
meus antigos professores persistirem, ano após ano, no método de ensino do
verbo "TO BE". Tudo muito comum, nada inovador.
Hoje,
já tendo percorrido essa etapas, atribuo o meu vago conhecimento aos Cd's dos Beatles, Brian Adams e Roxette,
que nas tardes de sábado, minha mãe escutava no antigo som, na casa de minha
avó. "É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve
aprender a fazer." (Aristóteles)
Em uma compilação, fazendo um ajuntamento de meus
razos conhecimentos, tento acrescentar mais peso à minha leve bagagem nas
práticas discursivas em Inglês.
Através
dessa construção textual, nessa distribuição de signos lingüísticos, todos
intimamente costurados, teço sobre o meu processo de cognição, tendo em vista
que o mesmo se deu graças à cultural musical que percorreu toda minha história
e me deu as mãos nesse desenvolvimento.
Ainda
inserido em um contexto
acadêmico universitário e, paralelamente, me construindo como um sujeito
professor, penso no meu passado como mais um aluno submetido a uma má qualidade
de educação disposta pelo governo, e penso em formas de transmitir o saber aos
meus futuros alunos.
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