Para pensar sobre a maneira com que um
indivíduo adquire a habilidade de aprender uma determinada habilidade, ou, até
mesmo, uma língua, podendo esta ser materna, ou não, devemos refletir como esse
processo se dá, e nada melhor que enxergá-lo sob o prisma das próprias
experiências referente a esse assunto.
Todo
o meu percurso escolar é caracterizado por ter se passado em instituições
públicas, desde a pré-escola até a formação no Ensino Médio. Eu não tive uma
experiência muito completa, que me possibilitasse, por exemplo, um aprendizado
do idioma estrangeiro de maneira satisfatória.
Sempre fui um aluno interessado, eu tinha fome por aprender
e, motivado por essa busca, sempre ultrapassava a linha do aprendizado proposto
pelo professor, em relação à turma. Em virtude dos meus passos serem largos nas
aulas, o meu ritmo tornou-se desproporcional, diante dos colegas de classe e,
até mesmo, diante de alguns professores. A partir de então, em pouco tempo, me
tornei mais um aluno desinteressado no sistema de educação pública, pois a
minha caminhada, sozinho, fez o percurso se tornar chato. “O
único lugar onde o êxito chega antes do trabalho é no dicionário”. (Vidal
Sassoon)
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